Valéria Guazzaloca
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Saiba quais nutrientes e suplementos ajudam a renovar a energia. É possível otimizar o metabolismo energético celular através de uma nutrição direcionada e uma suplementação estratégica
Quando se fala de menopausa os sintomas são diversos, calores, cansaço, alteração de humor, depressão, baixo libido e nesse caso não estou falando de libido como sexo mas sim com prazer de viver. Isso mesmo, pode parecer que estou fazendo terrorismo com o tema, mas ouso dizer que a menopausa atingi as mulheres de formas diferentes em alguns casos todos os sintomas na mesma mulher. No meu caso, costumo dizer que fui atropelada pela menopausa, sem saber do que se tratava e foi só depois de muitos exames e reposições que retomei a energia que parecia ter desaparecido.
Então abaixo você vai saber um pouco mais sobre o tema.
A fadiga na menopausa é uma queixa extremamente comum e, muitas vezes, subestimada. “A menopausa é um marco fisiológico inevitável na vida da mulher, frequentemente acompanhado por uma constelação de sintomas que impactam significativamente a qualidade de vida. Entre as queixas mais comuns e debilitantes está a fadiga persistente e a consequente queda de rendimento físico e mental”, destaca Cida Mariosa, nutricionista e executiva do Núcleo de Nutrição da Biotec. “Não se trata apenas de cansaço do dia a dia, mas de uma condição multifatorial, diretamente relacionada à queda dos níveis hormonais, ao aumento do estresse oxidativo, à piora da qualidade do sono e à disfunção mitocondrial, ou seja, uma redução na capacidade das células de produzirem energia”, explica a Dra. Patricia Magier, ginecologista formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e criadora do Método Plena para cuidado da mulher de forma completa, profunda e individualizada.
Uma característica comum da fadiga é a “sensação de esgotamento de energia”, que pode objetivamente estar relacionada a uma quantidade insuficiente de energia (calorias), segundo Cida Mariosa. “A fadiga mental e física é experimentada quando essa deficiência de energia impacta as demandas contínuas do cérebro e dos músculos”, diz a nutricionista. Por isso, é necessário olhar para a dieta com atenção: “Sem intervenção nutricional estratégica, essa fadiga pode se perpetuar, afetando a qualidade de vida, a capacidade de trabalho e o bem-estar geral”, comenta Cida.
Para a ginecologista, nutrientes na dieta, suplementos e fitoterápicos devem caminhar juntos para auxiliar na recuperação da energia e da performance física e mental, desde que bem indicados. A nutricionista explica que ferro, zinco e vitaminas do complexo B são altamente importantes na dieta. “A Coenzima Q10 é um dos principais compostos nesse cenário. Ela atua diretamente na mitocôndria, sendo essencial para a produção de ATP, que é a principal fonte de energia celular. Com o avanço da idade, seus níveis diminuem, o que contribui para a sensação de fadiga. A suplementação melhora a eficiência energética e reduz o estresse oxidativo”, comenta a Dra. Patricia Magier. Segundo o farmacêutico Dr. Maurizio Pupo, pesquisador e diretor científico do IPUPO Pós-Graduações, a Coenzima Q10 pode ser combinada à reposição de vitamina B12, já que ambas conseguem atuar no cérebro, que é revestido pela barreira hematoencefálica. “Mas a metilcobalamina (B12) consegue penetrar associado a coenzima Q10, que ativa e restaura o funcionamento das mitocôndrias, produtoras de energia. Então a mulher sente um bem-estar muito grande, com mais ânimo, mais disposição, mais vontade de fazer as coisas que gosta. Essa combinação atua não apenas na questão mental, mas no cansaço físico que as mulheres tendem a começar a sentir mais depois de uma certa idade, depois da menopausa”, diz o Dr. Maurizio. “Nesse ponto, Bio-Arct é um ativo biotecnológico, especificamente formulado para otimizar a função mitocondrial e estimular processos de autofagia (limpeza celular), com restauração de energia e vitalidade, melhora de resistência física e mental, suporte à preservação de massa muscular e ganhos de performance geral”, acrescenta Cida.
A ginecologista explica que outro nutriente importante é o magnésio, que pode ser suplementado nas formas glicinato ou treonato. “Ele participa de mais de 300 reações enzimáticas no organismo, incluindo processos relacionados à produção de energia. Além disso, atua na regulação do sistema nervoso e do cortisol, sendo fundamental para melhorar a qualidade do sono, um dos pilares no combate à fadiga”, diz a Dra. Patricia Magier. “Nesse ponto, outro ativo importante é o Lipo PS 20, um regulador de estresse e neuroprotetor padronizado em fosfatidilserina 20% e fosfatidilcolina 20%. A fosfatidilserina é um fosfolipídeo essencial que atua como neuroprotetor e regulador da resposta ao estresse. Com essa suplementação estratégica, conseguimos oferecer melhora de memória, concentração e clareza mental, neuroproteção contra envelhecimento cerebral e suporte ao sistema nervoso durante transição hormonal”, completa Cida.
Quanto aos fitoterápicos, plantas medicinais como Rhodiola rosea é indicada pela ginecologista, por ter ação no sistema nervoso central. “Ela modula neurotransmissores como serotonina e dopamina, melhorando a resistência ao estresse e reduzindo a fadiga mental e o esgotamento, muito comuns nessa fase. Outro adaptógeno relevante é a Ashwagandha, que atua principalmente na redução dos níveis de cortisol”, comenta a Dra. Patricia Magier. “A fadiga vai melhorar com o próprio uso do Ashwagandha e a reposição da coenzima. Q10. Sempre recomendo um miligrama por quilo de peso da coenzima Q10, o que faz diferença na fadiga e na disposição. Estamos falando de disposição, mitocôndria, energia, todo mundo quer se sentir disposto, mas as pessoas se esquecem que essa energia que você está trazendo de volta para o seu corpo com a coenzima Q10 também vai energizar o cérebro, o coração, os rins, o fígado, o pâncreas, os músculos. Isso ajuda a tirar o organismo humano daquele estado de envelhecimento e trazê-lo para um estado mais próximo possível ao estado de saúde de quando era jovem”, explica o farmacêutico Dr. Maurizio Pupo.
A médica também lembra do poder anti-inflamatório do ômega-3 para diminuir a inflamação crônica de baixo grau, comum na menopausa. “O FC Oral (Fosfolipídeos do Caviar) oferece alta concentração de ômega 3, com uma combinação única de fosfatidilcolina, astaxantina, DHA (ácido docosahexaenoico) e EPA (ácido eicosapentaenoico), com suporte neuronal e celular. O suplemento oferece melhora de concentração, memória e clareza mental, redução de brain fog (confusão mental), suporte à função cognitiva durante transição hormonal, proteção neuronal contra envelhecimento, suporte ao sistema nervoso central no desempenho e foco”, diz Cida Mariosa.
Por fim, a ginecologista lembra que, apesar de seguros, esses suplementos devem ser individualizados, considerando o contexto clínico de cada paciente. Mais do que “dar energia”, eles atuam corrigindo desequilíbrios fisiológicos que estão na base da fadiga. “A otimização do metabolismo energético celular através de uma nutrição direcionada e de uma suplementação estratégica oferece um caminho promissor para a restauração da vitalidade”, finaliza a nutricionista.
FONTES: *DRA. PATRICIA MAGIER: Ginecologista formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com residência médica pelo IASERJ e pós-graduação pela Universidade do Rio de Janeiro – UNIRIO, e Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia – TEGO; também possui especialização em Medicina Integrativa e Funcional. Criadora do Método Plena para cuidado da mulher de forma completa, profunda e individualizada. Além disso, é mentora de médicos na formação Plena Master’s. CRM-RJ 54925-6 | RQE 34538. Instagram: @drapatriciamagier
*CIDA MARIOSA: Nutricionista, farmacêutica bioquímica e industrial, executiva do Núcleo de Nutrição da Biotec. Especialista em Manipulação Magistral. CRF 6292 | CRN-4 25106759.
*DR. MAURIZIO PUPO: Farmacêutico pela PUC-Campinas (1988), pesquisador, professor e diretor científico do IPUPO Pós-Graduações – Instituto Maurizio Pupo de Educação e Pesquisa – e diretor de P&D da ADA TINA. É professor nas áreas de Cosmetologia Avançada, Fotoproteção e Nutracêutica Clínica e Estética.